Para que serve a reserva de emergência
A reserva de emergência é o dinheiro guardado para imprevistos: perda de emprego, problema de saúde, conserto do carro ou da casa. Com ela, você não precisa recorrer ao cheque especial ou ao rotativo do cartão, que têm os juros mais altos do mercado. É o primeiro passo antes de qualquer outro investimento.
Quanto guardar
O valor é medido em meses do seu custo de vida, e quanto menos estável a renda, maior a reserva:
- Servidor público ou aposentado: cerca de 3 meses;
- Empregado com carteira assinada: cerca de 6 meses, que é o tempo médio para se recolocar;
- Autônomo, PJ, MEI ou empresário: cerca de 12 meses, porque a renda varia e não há seguro-desemprego.
Considere o custo de vida essencial: moradia, contas da casa, alimentação, transporte, saúde e educação. Quem tem dependentes ou mora sozinho e depende de uma única renda pode querer alguns meses a mais.
Onde guardar
A reserva precisa de liquidez diária (resgate no mesmo dia) e baixo risco. Boas opções são o Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária de bancos sólidos, com garantia do FGC, e contas remuneradas. A poupança é segura, mas costuma render menos que essas alternativas. Ações, fundos imobiliários e títulos de prazo longo não servem como reserva, porque podem estar em queda justamente quando você precisar do dinheiro.
Monte aos poucos
Se a reserva parece grande demais, comece guardando um valor fixo por mês, antes de gastar. A calculadora mostra em quanto tempo ela fica pronta. Depois de completa, os aportes podem ir para investimentos de longo prazo.