Como é calculado o preço-teto de PNVL3
Décio Bazin só comprava uma ação se os proventos dos últimos 12 meses rendessem pelo menos 6% ao ano sobre o preço. O preço-teto é o maior preço que atende a essa regra: proventos por ação ÷ dividend yield mínimo.
Nos 12 meses até 30/06/2026, Dimed declarou o equivalente a R$ 0,37 por ação de PNVL3 em juros sobre capital próprio, brutos. Com o mínimo de 6%:
Preço-teto = 0,3748 ÷ 0,06 = R$ 6,25
Na cotação de R$ 15,53, os mesmos proventos dão um dividend yield de 0,3748 ÷ 15,53 = 2,41%.
De onde vêm os números
Os proventos são os dividendos e juros sobre capital próprio declarados por Dimed na demonstração do valor adicionado enviada à CVM (quando ela não os detalha, os pagos aos acionistas no fluxo de caixa), divididos pelas ações em circulação. Os dados públicos não separam o que cada classe recebe: ações ordinárias e preferenciais aparecem com o mesmo valor, e as preferenciais podem ter direito a um pouco mais. Provento declarado num período pode ser pago no seguinte, e um dividendo extraordinário infla o preço-teto: confira o histórico de proventos na página de PNVL3.
Limites do método
O preço-teto parte de proventos passados, que podem cair. Ele não olha crescimento, dívida nem a capacidade de Dimed de manter os pagamentos. Compare com o preço justo de Graham, que parte do lucro, e leia a explicação completa na calculadora de preço-teto de Bazin.