Como é calculado o preço-teto de INTB3
Décio Bazin só comprava uma ação se os proventos dos últimos 12 meses rendessem pelo menos 6% ao ano sobre o preço. O preço-teto é o maior preço que atende a essa regra: proventos por ação ÷ dividend yield mínimo.
Nos 12 meses até 30/06/2026, Intelbras declarou o equivalente a R$ 0,08 por ação de INTB3. Com o mínimo de 6%:
Preço-teto = 0,0756 ÷ 0,06 = R$ 1,26
Na cotação de R$ 19,03, os mesmos proventos dão um dividend yield de 0,0756 ÷ 19,03 = 0,4%.
De onde vêm os números
Os proventos são os dividendos e juros sobre capital próprio declarados por Intelbras na demonstração do valor adicionado enviada à CVM (quando ela não os detalha, os pagos aos acionistas no fluxo de caixa), divididos pelas ações em circulação. Os dados públicos não separam o que cada classe recebe: ações ordinárias e preferenciais aparecem com o mesmo valor, e as preferenciais podem ter direito a um pouco mais. Provento declarado num período pode ser pago no seguinte, e um dividendo extraordinário infla o preço-teto: confira o histórico de proventos na página de INTB3.
Limites do método
O preço-teto parte de proventos passados, que podem cair. Ele não olha crescimento, dívida nem a capacidade de Intelbras de manter os pagamentos. Compare com o preço justo de Graham, que parte do lucro, e leia a explicação completa na calculadora de preço-teto de Bazin.