Como é calculado o preço-teto de BMEB3
Décio Bazin só comprava uma ação se os proventos dos últimos 12 meses rendessem pelo menos 6% ao ano sobre o preço. O preço-teto é o maior preço que atende a essa regra: proventos por ação ÷ dividend yield mínimo.
Nos 12 meses até 30/06/2026, Banco Mercantil do Brasil declarou o equivalente a R$ 1,91 por ação de BMEB3 (R$ 1,50 em dividendos e R$ 0,41 em juros sobre capital próprio, brutos). Com o mínimo de 6%:
Preço-teto = 1,9094 ÷ 0,06 = R$ 31,82
Na cotação de R$ 59,00, os mesmos proventos dão um dividend yield de 1,9094 ÷ 59,00 = 3,24%.
De onde vêm os números
Os proventos são os dividendos e juros sobre capital próprio declarados por Banco Mercantil do Brasil na demonstração do valor adicionado enviada à CVM (quando ela não os detalha, os pagos aos acionistas no fluxo de caixa), divididos pelas ações em circulação. Os dados públicos não separam o que cada classe recebe: ações ordinárias e preferenciais aparecem com o mesmo valor, e as preferenciais podem ter direito a um pouco mais. Provento declarado num período pode ser pago no seguinte, e um dividendo extraordinário infla o preço-teto: confira o histórico de proventos na página de BMEB3.
Limites do método
O preço-teto parte de proventos passados, que podem cair. Ele não olha crescimento, dívida nem a capacidade de Banco Mercantil do Brasil de manter os pagamentos. Compare com o preço justo de Graham, que parte do lucro, e leia a explicação completa na calculadora de preço-teto de Bazin.