Como o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 funciona
Rende o IPCA mais a taxa da compra e paga juros de 6% ao ano sobre o valor corrigido pela inflação em fevereiro e agosto (cerca de 2,96% por semestre). O principal volta no vencimento, em 15/08/2050.
Protege o poder de compra: o ganho real (acima da inflação) fica garantido na compra. É a escolha comum para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria.
Taxa de compra, taxa de resgate e marcação a mercado
A taxa de compra é a rentabilidade de quem compra hoje e leva o título até o vencimento. A taxa de resgate é a usada pelo Tesouro para recomprar o título antes do prazo; ela fica um pouco acima da de compra, o que reduz o preço de quem vende.
O preço muda todos os dias com as taxas do mercado: quando os juros sobem, o título já comprado vale menos, e vice-versa. Quem vende antes do vencimento recebe o preço do dia, que pode dar mais ou menos que a taxa contratada. Quem espera o vencimento recebe exatamente o combinado.
Imposto e custos
O rendimento paga imposto de renda pela tabela regressiva: 22,5% até 180 dias, 20% até 360, 17,5% até 720 e 15% acima disso, retido na fonte no resgate, no vencimento ou em cada pagamento de juros. Resgates com menos de 30 dias pagam também IOF.
A B3 cobra taxa de custódia de 0,20% ao ano sobre o saldo, descontada nos resgates e pagamentos; Renda+ e Educa+ têm regras próprias de isenção. Comprar e vender pelo Tesouro Direto não tem outra taxa na maioria das corretoras.
O título é dívida do governo federal: não tem a garantia do FGC, mas o risco de crédito é o do Tesouro Nacional, o menor do país.